O tipo, estado e adaptação celular também é um fator determinante .As variações da resistência celular em tecidos indivíduos diferentes deve ser considerada.
Qualquer que seja o ponto da lesão à célula, haverá lesões secundárias devido a inter-relação estrutural celular.
Alterações morfológicas só aparecem quando um sistema bioquímico fundamental for atingido.
Morte Celular por Necrose –
a) Depleção de ATP: ATP é produzido pela fosforilação oxidativa e pela via glicolítica. Órgãos com capacidade glicolítica como o fígado levam vantagem numa situação de diminuição de ATP. Depleções de ATP e queda da síntese de ATP levam a lesões tóxicas e isquêmicas.
b) Oxigênio e radicais livres derivados da reoxigenação: o oxigênio molecular é quebrado em água oferecendo ao meio energia celular e também formas parcialmente reduzidas de oxigênio (são espécies de oxigênio reativos – radicais livres) com potencial para causarem lesões celulares. O sistema de remoção destes radicais, quando em desequilíbrio, chamamos de estresse oxidativo.
c) Perda da homeostase de cálcio: o cálcio intracelular é armazenado nas mitocôndrias e retículo endoplasmático em baixa concentração neste último. O gradiente é regulado pela bomba cálcio-magnésio ATPase. Durante um processo de isquemia há aumento do cálcio citoplasmático com aumento da permeabilidade da membrana e ativação de fosfolipases, proteases, ATPases e endonucleases.
d) Defeitos na permeabilidade da membrana.
e) Lesões mitocondriais irreversíveis: células são dependentes do metabolismo oxidativo. Lesões irreparáveis na mitocôndria por aumento de cálcio e ceramídeos levam à morte celular. A lesão é expressa com a formação de um canal de alta condutância = transição da permeabilidade mitocondrial (TPM). O fenômeno da TPM ocorre na membrana interna mitocondrial com perda da manutenção do potencial para fosforilação oxidativa e morte celular. Há extravasamento de citocromo C para o citossol com indução ao mecanismo de apoptose celular.
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