sábado, 28 de agosto de 2010

Cirrose Hepática

Cirrose hepática pode ser definida, como uma doença hepática caracterizada pela formação de nódulos de hepatócitos envoltos por fibrose difusa.
Os nódulos de hepatócitos podem ser formados pela penetração de septos fibrosos em lóbulos pré-existentes ou pela atividade regenerativa dos hepatócitos, que se segue à necrose.
A fibrose corresponde à cicatrização que se segue à destruição de hepatócitos e ao colapso da trama de reticulina que sustenta os hepatócitos.
É muito importante lembrar que esta doença é difusa, atinge todo o fígado.

São diversas as causas da cirrose:
 Alcoólica causada pelo alcoolismo crônico; é a mais freqüente,  pós-hepatite- causada principalmente pelos vírus B e C ,  biliar  - que pode ser de origem auto-imune ou por obstrução das vias biliares (cálculos, tumores), pigmentar - por acúmulo de hemossiderina (pigmento derivado do metabolismo da hemoglobina, doença de Wilson - por acúmulo de cobre, deficiência da alfa-1-anti-tripsina - por defeito genético.
ou criptogenica - quando não se consegue determinar a sua causa.

A cirrose pode ser suspeitada quando há achados clínicos ou laboratoriais sugerindo insuficiência hepatocítica. Esses podem ser sutis como fadiga ou hipoalbuminemia ou severos como hemorragia por varizes. De qualquer modo, a evidência de insuficiência hepatocítica requer atitude imediata pelos benefícios potenciais do tratamento e pelo prognóstico reservado da cirrose estabelecida. Conseqüentemente, a investigação etiológica deve proceder paralela ao tratamento, pois o diagnóstico não é encontrado em mais de 30% dos casos.

Lesão Celular Reversível e Irreversível

 A lesão reversível pode se tornar irreversível, levando a morte celular, especialmente  a necrose. A duração e intensidade do estímulo nocivo, determinam a lesão celular.
O tipo, estado e adaptação celular também é um fator determinante .As variações da resistência celular em tecidos indivíduos diferentes deve ser considerada.
 Qualquer que seja o ponto da lesão à célula, haverá lesões secundárias devido a inter-relação estrutural celular.
 Alterações morfológicas só aparecem quando um sistema bioquímico fundamental for atingido.




Morte Celular por Necrose –
    a) Depleção de ATP: ATP é produzido pela fosforilação oxidativa e pela via glicolítica. Órgãos com capacidade glicolítica como o fígado levam vantagem numa situação de diminuição de ATP. Depleções de ATP e queda da síntese de ATP levam a lesões tóxicas e isquêmicas.
    b) Oxigênio e radicais livres derivados da reoxigenação: o oxigênio molecular é quebrado em água oferecendo ao meio energia celular e também formas parcialmente reduzidas de oxigênio (são espécies de oxigênio reativos – radicais livres) com potencial para causarem lesões celulares. O sistema de remoção destes radicais, quando em desequilíbrio, chamamos de estresse oxidativo.
    c) Perda da homeostase de cálcio: o cálcio intracelular é armazenado nas mitocôndrias e retículo endoplasmático em baixa concentração neste último. O gradiente é regulado pela bomba cálcio-magnésio ATPase. Durante um processo de isquemia há aumento do cálcio citoplasmático com aumento da permeabilidade da membrana e ativação de fosfolipases, proteases, ATPases e endonucleases.
    d) Defeitos na permeabilidade da membrana.
    e) Lesões mitocondriais irreversíveis: células são dependentes do metabolismo oxidativo. Lesões irreparáveis na mitocôndria por aumento de cálcio e ceramídeos levam à morte celular. A lesão é expressa com a formação de um canal de alta condutância = transição da permeabilidade mitocondrial (TPM). O fenômeno da TPM ocorre na membrana interna mitocondrial com perda da manutenção do potencial para fosforilação oxidativa e morte celular. Há extravasamento de citocromo C para o citossol com indução ao mecanismo de apoptose celular.


Disfunção mitocondrial induzida por vários mecanismos causando TPM e extravasamento do citocromo c.

sábado, 14 de agosto de 2010

Causas das lesões celulares.

Os mecanismos de proteção e regulação que  possuimos são capazes de nos  proteger  das pequenas alterações causadas pelas variações do ambiente em que vivemos,a qual nossas células são submetidas constantemente  a mudanças.Quando essas variações são pequenas as células conseguem se manter integras  funcional e morfologicamente, esse processo de regulação é conhecido como: homeostase.
Em algumas situações,  pode ocorrer adaptação celular, neste caso hipertrofia. Estas adaptações podem ocorrer em situações normais como a gravidez (hiperplasia), menopausa (atrofia do endométrio).*Importante nem toda adaptação é benéfica, como acontece na hipertensão arterial, por causa do aumento da resistência vascular periférica e que produz hipertrofia cardíaca. Caso este estímulo nocivo seja mais intenso ou mais prolongado, a capacidade adaptativa da célula é excedida e ocorre lesão celular.A lesão pode ser do tipo reversível(quando a célula agredida pelo estímulo nocivo sofre alterações funcionais e morfológicas, porém mantém-se viva, recuperando-se quando o estímulo nocivo é retirado ou cessa.),e irreversível( quando a célula torna-se incapaz de recuperar-se depois de cessada a agressão, caminhando para a morte celular.

 
As causa das lesões são várias,como:
  • Falta de oxigênio 
  • Isquemia 
  •  Agentes físicos 
  •  Agentes químicos 
  •  Agentes infecciosos 
  •  Reações imunológicas 
  •  Defeitos genéticos 
  •  Alterações nutricionais 

O que é Patologia?

Etimologicamente,o termo "patologia" origina-se do grego "pathos" = sofrimento, doença; "logia" = estudo.
A patologia   estuda as alterações morfológicas e fisiológicas dos estados de saúde. Quando essas alterações não são compensadas podemos dizer que um indivíduo está doente.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), podemos posicionar a DOENÇA como sendo uma alteração de forma e de função não compensada de uma célula, de um órgão, de um sistema, de um indivíduo, de uma população e, finalmente, de uma sociedade. Já um SAÚDE é definida como sendo "o bem-estar físico, mental e social do homem".

A patologia pode ser sub classificada : 
 Etiologia -Parte da patologia que se atém às causas das lesões;
 Patogenia -Parte da patologia que se atém ao mecanismo de formação das lesões;  
 Morfopatologia -Parte da patologia que estuda as características macroscópicas e microscópicas das lesões.
 Fisiopatologia -Parte da patologia que se dedica ao estudo das alterações da função de órgãos lesados.