sábado, 11 de setembro de 2010

Envelhecimento

O envelhecimento ocorre em todos os níveis
celulares do organismo, sendo que cada tecido apresenta suas
particularidades. É o resultado
da danificação de moléculas, células e tecidos, os quais
gradativamente perdem a capacidade de se adaptar ou de
reparar um dano.



O organismo responde ativamente aos estímulos do seu meio adaptando-se rapidamente a novas circunstâncias.
Os componentes fundamentais da célula, como o DNA, proteínas e lipídios são protegidos, para que todo o funcionamento
seja garantido. Quando o sistema que mantém a homeostase celular entra em declínio, inicia-se o processo de envelhecimento,
ocorrendo envelhecimento da codifi cação do DNA, deterioração progressiva na síntese de proteínas e também de outras
macromoléculas. Várias teorias tentam explicar as causas do envelhecimento, como a teoria genética, telomérica, imunológica
do envelhecimento e também da ação dos radicais livres. Os radicais livres atuam no processo de envelhecimento, pois
atingem direta e constantemente células e tecidos, que possuem ação acumulativa. Se, no organismo, ocorre um desequilíbrio
entre os agentes oxidantes e pró-oxidantes, ocorre um acúmulo de radicais livres, levando a célula à morte. O envelhecimento
é um processo deteriorativo progressivo e irreversível, havendo uma grande probabilidade de morte seja não só de uma
célula, como do tecido, do órgão ou até mesmo de um indivíduo.


A amiloidose é uma doença caracterizada pelo depósito extracelular de proteínas fibrilares em qualquer órgão, ou tecido. A amiloidose respiratória foi descrita pela primeira vez em 1877 por Lesser e, desde então, inúmeras classificações têm sido propostas, baseadas nos achados radiológicos e broncoscópicos. O acometimento respiratório é incomum, e ocorre em quatro formas: traqueobrônquica localizada ou difusa e parenquimatosa nodular ou difusa. A amiloidose traqueobrônquica difusa é a menos freqüente.
A amiloidose traqueobrônquica é uma doença idiopática(causa desconhecida),bastante rara, que tem sido associada à traqueobroncopatia osteoplástica, caracterizada pelo depósito de proteínas fibrilares na submucosa da traquéia e dos brônquios. 
 A amiloidose traqueobrônquica ocorre tipicamente em pacientes entre 40 e 50 anos, constituindo 0,5% das lesões traqueobrônquicas sintomáticas.São sintomas comuns a tosse crônica, dispnéia, sibilância, hemoptise e pneumonias recorrentes.
Durante a abordagem diagnóstica, é essencial considerar a possibilidade de doenças neoplásicas, doenças granulomatosas, traqueobroncopatia osteocondroplástica e policondrite recidivante O paciente que recusar ser submetido à intervenção cirúrgica, pode ser  tratado somente com broncodilatadores de curta duração.
Em conclusão, os pacientes com amiloidose traqueobrônquica podem apresentar uma grande variedade de sintomas inespecíficos e achados característicos em exames de imagem. O diagnóstico é essencialmente confirmado através de fibrobroncoscopia, com coloração adequada (vermelho congo) das amostras de tecidos brônquicos.



sábado, 4 de setembro de 2010

O acúmulo anormal de pigmentos  ou a sua diminuição também são indicativos de que a célula sofreu agressões. Uma pigmentação anormal é mais um sinal de perda da homeostase e da morfostase celular, portanto, é patológica.
  A pigmentação patológica pode ser exógena, cujos pigmentos são de origem externa ao organismo, ou endógena, formada a partir de pigmentos naturais do corpo.

Exemplos de Pigmentação Exógena:
 ANTRACOSE: pigmentação por sais de carbono. Comum sua passagem pelas vias aéreas, chegando aos alvéolos pulmonares e ao linfonodos regionais por intermédio da fagocitose do pigmento. A antracose em si não gera grandes problemas, mas sua evolução pode originar disfunções pulmonares graves, principalmente em profissionais que constantemente entram em contato com a poeira de carvão. Cor: varia do amarelo-escuro ao negro.
SIDEROSE: pigmentação por óxido de ferro. Cor: ferrugem.
ARGIRIA: pigmentação por sais de prata. Geralmente é oriunda por contaminação sistêmica por medicação, manifestando-se principalmente na pele e na mucosa bucal. Cor: acinzentada a azul-escuro e enegrecida se a prata sofrer redução.
A tatuagem é um exemplo de pigmentação exógena,não patológica.

Exemplo de Pigmentação Endógena:

HEMOSSIDERINA: resultado da polimerização do grupo heme da hemoglobina, a hemossiderina é uma espécie de armazenagem do íon ferro cristalizado. Este se acumula nas células, principalmente do retículo endotelial. É originada da lise de hemácias, de dieta rica em ferro ou da hemocromatose idiopática (alteração da concentração da hemoglobina nos eritrócitos).Sua cor é amarelo-acastanhado.
PORFIRINAS: pigmento originado semelhantemente à hemossiderina, sendo encontrado mais na urina em pequena quantidade. Quando há grande produção deste, pode ocasionar doenças denominadas de "porfirias".
BILIRRUBINA: é o produto da lise do anel pirrólico, sem a presença de ferro. Conjugada ao ácido glucurônico pelo hepatócito, a bilirrubina torna-se mais difusível, não se concentrando nas células que fagocitam hemáceas, o que provoca um aumento generalizado desse pigmento, denominado de icterícia. Tem sua origem nos casos de lise hemática, de doença hepatocítica ou de obstrução das vias biliares. Acredita-se, hoje, que a bilirrubina seja originada da hematoidina, pigmento que se cristaliza próximo às hemácias rompidas.
HEMATOIDINA: pigmento de coloração mais amarelada que a hemossiderina, apresentando granulação sob a forma de cristais bem nítidos. Também não possui ferro, semelhantemente à bilirrubina. Forma-se em locais com pouco oxigênio.

   




Calcificação Metastática

A calcificação metastática não tem sua causa primária fundamentada nas alterações regressivas teciduais, mas sim em distúrbios dos níveis sanguíneos de cálcio, ou seja, da calcemia. 
A calcificação metastática é originada de uma hipercalcemia. Essa situação pode ser devida à remoção de cálcio dos ossos (comum em situações de cânceres e inflamações ósseas, imobilidade, hiperparatioidismo) ou à dieta excessivamente rica desse íon. Aumentando os níveis de cálcio, imediatamente a relação desse íon e o fosfato é desequilibrada, o que contribui para a combinação de ambos e para a sua posterior precipitação nos tecidos que entram em contato com essas altas concentrações calcêmicas.
Os tecidos calcificados metastaticamente — como pulmão, vasos sanguíneos, fígado e mucosa gástrica — podem ter sua função comprometida. Entretanto, a situação de hipercalcemia é mais preocupante clinicamente do que a calcificação em si. 



sábado, 28 de agosto de 2010

Cirrose Hepática

Cirrose hepática pode ser definida, como uma doença hepática caracterizada pela formação de nódulos de hepatócitos envoltos por fibrose difusa.
Os nódulos de hepatócitos podem ser formados pela penetração de septos fibrosos em lóbulos pré-existentes ou pela atividade regenerativa dos hepatócitos, que se segue à necrose.
A fibrose corresponde à cicatrização que se segue à destruição de hepatócitos e ao colapso da trama de reticulina que sustenta os hepatócitos.
É muito importante lembrar que esta doença é difusa, atinge todo o fígado.

São diversas as causas da cirrose:
 Alcoólica causada pelo alcoolismo crônico; é a mais freqüente,  pós-hepatite- causada principalmente pelos vírus B e C ,  biliar  - que pode ser de origem auto-imune ou por obstrução das vias biliares (cálculos, tumores), pigmentar - por acúmulo de hemossiderina (pigmento derivado do metabolismo da hemoglobina, doença de Wilson - por acúmulo de cobre, deficiência da alfa-1-anti-tripsina - por defeito genético.
ou criptogenica - quando não se consegue determinar a sua causa.

A cirrose pode ser suspeitada quando há achados clínicos ou laboratoriais sugerindo insuficiência hepatocítica. Esses podem ser sutis como fadiga ou hipoalbuminemia ou severos como hemorragia por varizes. De qualquer modo, a evidência de insuficiência hepatocítica requer atitude imediata pelos benefícios potenciais do tratamento e pelo prognóstico reservado da cirrose estabelecida. Conseqüentemente, a investigação etiológica deve proceder paralela ao tratamento, pois o diagnóstico não é encontrado em mais de 30% dos casos.

Lesão Celular Reversível e Irreversível

 A lesão reversível pode se tornar irreversível, levando a morte celular, especialmente  a necrose. A duração e intensidade do estímulo nocivo, determinam a lesão celular.
O tipo, estado e adaptação celular também é um fator determinante .As variações da resistência celular em tecidos indivíduos diferentes deve ser considerada.
 Qualquer que seja o ponto da lesão à célula, haverá lesões secundárias devido a inter-relação estrutural celular.
 Alterações morfológicas só aparecem quando um sistema bioquímico fundamental for atingido.




Morte Celular por Necrose –
    a) Depleção de ATP: ATP é produzido pela fosforilação oxidativa e pela via glicolítica. Órgãos com capacidade glicolítica como o fígado levam vantagem numa situação de diminuição de ATP. Depleções de ATP e queda da síntese de ATP levam a lesões tóxicas e isquêmicas.
    b) Oxigênio e radicais livres derivados da reoxigenação: o oxigênio molecular é quebrado em água oferecendo ao meio energia celular e também formas parcialmente reduzidas de oxigênio (são espécies de oxigênio reativos – radicais livres) com potencial para causarem lesões celulares. O sistema de remoção destes radicais, quando em desequilíbrio, chamamos de estresse oxidativo.
    c) Perda da homeostase de cálcio: o cálcio intracelular é armazenado nas mitocôndrias e retículo endoplasmático em baixa concentração neste último. O gradiente é regulado pela bomba cálcio-magnésio ATPase. Durante um processo de isquemia há aumento do cálcio citoplasmático com aumento da permeabilidade da membrana e ativação de fosfolipases, proteases, ATPases e endonucleases.
    d) Defeitos na permeabilidade da membrana.
    e) Lesões mitocondriais irreversíveis: células são dependentes do metabolismo oxidativo. Lesões irreparáveis na mitocôndria por aumento de cálcio e ceramídeos levam à morte celular. A lesão é expressa com a formação de um canal de alta condutância = transição da permeabilidade mitocondrial (TPM). O fenômeno da TPM ocorre na membrana interna mitocondrial com perda da manutenção do potencial para fosforilação oxidativa e morte celular. Há extravasamento de citocromo C para o citossol com indução ao mecanismo de apoptose celular.


Disfunção mitocondrial induzida por vários mecanismos causando TPM e extravasamento do citocromo c.

sábado, 14 de agosto de 2010

Causas das lesões celulares.

Os mecanismos de proteção e regulação que  possuimos são capazes de nos  proteger  das pequenas alterações causadas pelas variações do ambiente em que vivemos,a qual nossas células são submetidas constantemente  a mudanças.Quando essas variações são pequenas as células conseguem se manter integras  funcional e morfologicamente, esse processo de regulação é conhecido como: homeostase.
Em algumas situações,  pode ocorrer adaptação celular, neste caso hipertrofia. Estas adaptações podem ocorrer em situações normais como a gravidez (hiperplasia), menopausa (atrofia do endométrio).*Importante nem toda adaptação é benéfica, como acontece na hipertensão arterial, por causa do aumento da resistência vascular periférica e que produz hipertrofia cardíaca. Caso este estímulo nocivo seja mais intenso ou mais prolongado, a capacidade adaptativa da célula é excedida e ocorre lesão celular.A lesão pode ser do tipo reversível(quando a célula agredida pelo estímulo nocivo sofre alterações funcionais e morfológicas, porém mantém-se viva, recuperando-se quando o estímulo nocivo é retirado ou cessa.),e irreversível( quando a célula torna-se incapaz de recuperar-se depois de cessada a agressão, caminhando para a morte celular.

 
As causa das lesões são várias,como:
  • Falta de oxigênio 
  • Isquemia 
  •  Agentes físicos 
  •  Agentes químicos 
  •  Agentes infecciosos 
  •  Reações imunológicas 
  •  Defeitos genéticos 
  •  Alterações nutricionais